2 de mai. de 2010

Arrependimento.

Vejo-me atada a um pensamento egoísta
Ligado a um passado que um dia fora meu
E por mais que eu lute enlouquecidamente,
Sinto vontade de tê-lo outra vez
Uma vontade tão constante, persistente!
Que me devora e me faz em mil pedaços
Ah! Como eu queria, só por um instante
Poder tê-lo só para saciar o meu prazer!

Lembranças vêm e me fazem delirante
O suor que dele caia em gotas doces
Quando o tocava provocante e intensamente
A realizar-te todas suas fantasias
Me enlouquecia a desejar-me suas carícias
Presente em cada toque, cada malícia
Em cada parte do meu corpo que beijava
E em cada olhar que ele me despia

Ainda sinto o quentume daquele corpo d'homem
Em cima ao meu fraco corpo de mulher
Sempre fora uma constante em meus instantes
Minhas loucuras, minhas formas de prazer
Desfaço-me das velhas mágoas'inda presentes
Que escondem um triste fim de um amor
Pesado fardo carregar esta lembrança
De sentir saudades do amante sonhador.

2 comentários:

  1. Gostei das novas Tags... rsrs Mesmo que já tivesse pensado em uma das anteriores pra clickar... rsrs

    Mas que texto mais triste? rsrs Um tipo triste de romantismo... Muito lindo mesmo. Melhor que Romeu e Julieta, na minha opinião... Aquele fim clichê, com morte pra tudo que é lado é trágico demais!

    Já essa tristeza quase perene que você escreveu é muito mais característico do verdadeiro romantismo. Gostei muito mesmo!

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  2. Principalmente qdo já se vivenciou algo do tipo!
    Parabéns mais uma vez Quel. =]

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